FORMAÇÃO DE DISCÍPULOS E APROVEITAMENTO DAS POTENCIALIDADES INDIVIDUAIS
REUNIÃO DE DISCIPULADO – PR. MARCOS VINÍCIUS (mvdalbello@hotmail.com) 24/08/2010
# Foco nos discípulos x Foco dos discípulos (estratégia de Marketing)
Quando foco minhas energias nas pessoas, me empenho em investir na minha visão para elas, sob a minha perspectiva;
O foco das pessoas se refere às perspectivas delas, à visão que meus liderados tem, suas necessidade. Tendo em vista esta perspectiva, minhas energias podem ser empenhadas de forma a extrair o máximo da potencialidade individual de cada um, usando de empatia, focado nas necessidades e estratégias de acompanhamento individuais. Paulo exemplifica isso em:
19. Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível.
20. Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para com os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei.
21. Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei.
22. Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns.
23. Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele.
I Co. 9:19-23
Jesus também explorava o máximo da potencialidade de seus discípulos, tratando de forma individual a melancolia de João e a personalidade sanguínea de Pedro. Até o próprio Paulo com seu perfil colérico aprendeu a duras penas a abrandar seu coração, o que é nítido no decorrer de suas epístolas, inicialmente ele começava suas epístolas com saudações iniciais nas quais fazia menção de seu ministério como apóstolo comissionado pelo próprio Cristo (I Co. Gl.), mas em suas últimas se colocando na posição de servo, como o mais carente de graça do que qualquer outro, como escravo de Cristo (Fm). Em tudo isso vemos que o próprio DEUS trabalha de formas diferentes com diferentes pessoas para tratá-las em suas peculiaridades e extrair delas o máximo que podem oferecer. Em Atos Pedro pôde fluir com sua impetuosidade, bem como João em suas epístolas, flui em amor tendo em vista seu temperamento manso e sensível.
# Primeiramente tenho que descobrir quem sou, ter isso muito claro e definido, ser um líder bem resolvido, desta forma a necessidade de motivação externa diminui, pois sei qual meu chamado em Cristo Jesus. Se sei onde quero chegar, se isso me está claro, posso traçar um plano de metas para galgar aquele lugar. Jesus nos dá discernimento para nos conhecermos a nós mesmo por meio do Seu Espírito, aliás nós somos quem Ele mesmo diz que somos, essa certeza nos trás longanimidade (Tg. 1:5-8; 3:17)
Falar onde quero chegar é diferente de decidir onde quero chegar.
Sem decisão o foco é perdido, os princípios começam a ser negociados, entretanto, a filha da decisão é a excelência. (Cl. 3:17, 23-24)
# É importante identificar qual o perfil motivacional de cada indivíduo:
Realizadores – São motivados pelo realizar, pela responsabilidade delegada, colocar a “mão na massa”, pessoas que se sentem felizes ao trabalhar, ao desempenhar papéis práticos;
Associativos – São motivados pelo ambiente, pela integração, por sentir-se parte de algo maior, pelo compartilhamento de uma identidade comum junto ao grupo, fazendo parte de algo maior e se sentindo acolhido e resguardado por essa identidade comum
Afiliativos – São motivados por fatores externos, reconhecimento, elogios, enaltecimento de suas qualidades, visibilidade junto ao grupo, inclusive, quando lhes são confiadas responsabilidades e até afazeres, uma vez que isso demonstra confiança.
Todos funcionamos motivados em parcelas de cada perfil, porém nos identificamos majoritariamente com algum tipo específico de motivação por parte de nossa liderança. Cabe ao líder identificar o fator motivacional de seus discípulos e investir nele. Independentemente do perfil de cada um, todos podem funcionar bem em qualquer lugar que forem colocados, desde que respeitadas as peculiaridades e individualidades. É lógico que por uma questão de bom senso, há tarefas nas quais os potenciais podem ser trabalhados ao máximo e esse discernimento e sabedoria por parte da liderança fazem toda diferença.
# Também há de se levar em consideração a fase o ciclo de vida pelo qual cada indivíduo está passando, para arregimentá-lo sem sobrecarregá-lo, independente do perfil motivacional, há diferentes estágios de maturidade emocional e espiritual e isso deve definir a dimensão da responsabilidade delegada.
# Para nos mantermos focados dentro de nossa liderança é necessária sabedoria divina, buscá-la com afinco no Senhor (Pv. 1:7). Quando o líder pára de aprender ele envelhece, cada dia requer um maná novo, o de ontem não serve para hoje.
É necessário buscar humildade e humanidade para agir com graça, misericórdia e compaixão para tratar com os outros. DEVEMOS SER DUROS COM OS PROBLEMAS, MAS BRANDOS COM AS PESSOAS!!!
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